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Curiosidades

Atualizado: 01-jan-2014

O estilo de vida na Dinamarca é bem diferente daquilo que eu estava acostumada no Brasil. Certas coisas e atitudes são melhores aqui, e outras são melhores lá. O que tenho feito para diminuir o impacto cultural no meu dia-a-dia e evitar conflitos é: Tento manter em mim tudo aquilo de bom que trouxe do Brasil, e no meu cotidiano adoto as tradições dinamarquesas que considoro melhores e mais educadas que as brasileiras. Mas nem tudo é um mar de rosas. Já me vi em maus lençóis por causa do meu gênio latino-americano, que é inaceitável aos olhos dos escandinavos.

Sempre que viajo ao Brasil o pessoal me pergunta como são as coisas na Dinamarca. Boa pergunta. Depende muito do ponto de vista de cada um. Tem gente que adora isso aqui, mas eu acredito que a maioria dos estrangeiros não pensa assim. O preconceito e xenofobia afetam bastante o cotidiano dos estrangeiros, o que torna difícil conseguir um emprego ou conviver com os dinamarqueses. O tempo aqui também não ajuda. Faz frio demais e o sol raramente aparece. Para mim, tudo isso afeta o modo como vejo a Dinamarca. As coisas só começaram a melhorar para mim a partir de 2007. Tenho no entanto tentado manter a mente aberta e ver a Dinamarca com outros olhos, mas às vezes não é fácil. O que nos salva são as boas amizades. E sejamos francos, os dinamarqueses não fazem amizades com estrangeiros. Todas as minhas amizades são com brasileiros.

Mas voltando ao assunto, o que o povo normalmente quer saber sobre a Dinamarca?

Preocupação com a saúde
Despreocupação com as aparências
Qualidade de vida
Licença à Maternidade

Honestidade
Igualdade

Crianças
Escolas
Ensino público
Universidades

Conflitos
Violência
Segurança
Mídia

Médicos
Dentistas
Limpeza e higiêne

Mercado de trabalho
Informalidade no trabalho
Alegria e espontaneidade
Afazeres domésticos
Animais de estimação

Cultura
Sociedade
Estrangeiros
Preconceito

Opinão
Autocrítica
Solidariedade


 

Impostos

Venha preparado para um choque, porque aqui trabalha-se para o governo. Por exemplo, o imposto de renda:

Brasil
Dinamarca
Nós chamamos o sistema carinhosamente de "Leão"
Aqui chama-se Skat (traduzindo, tesouro)
Quem ganha abaixo de certo valor, é isento.
Mesmo que você ganhe subsídio do governo, nunca será isento.
Acima do valor "isento", o sistema é progressivo:
De tanto à tanto, paga-se 7,5%
De tanto à tanto, paga-se 15%
E acima disso paga-se 27,5%

O sistema também é progressivo mas o cálculo é bem complicadinho. Depende tanto da cidade onde se mora, quanto de quanto se ganha por ano. A porcentagem mínima é em torno de 32% e a máxima em torno de 60%.

Você tem direito à certas deduções, mas eu não sei como funciona em realidade.

Aqui também você pode deduzir, mas o imposto básico será sempre calculado sobre o valor total que você ganha ao ano. Não dá para deduzir.

Somente o imposto para a cidade e para a o sistema de saúde é que é calculado após a dedução. Por acaso eu mencionei que o cálculo é meio complicadinho?

Você paga imposto pelo ano que passou.

Você paga imposto adiantado, pelo ano que virá.
Depois que o ano passar, se você pagou a mais, o sistema devolve o dinheiro com juros (e é um juros bem melhor que o da poupança, mas note que a poupança aqui dá 0,125% ao ano!), se você pagou a menos, está em maus lençóis, pois terá que pagar o restante com juros.

Se você não pagar direito, eles tiram direto do seu salário. Não tem escapatória. (Isso também vale para multas de trânsito e dívidas com o governo.)

Os outros impostos são mais ou menos parecidos. ICMS, IPVA, IPTU e assim vai. Acho que desses impostos extra, o único que é diferente é o imposto sobre o carro novo. O imposto é de 180% sobre o valor do automóvel. É um verdadeiro roubo! E não adianta viajar para a Alemanha ou outro país aqui por perto, para comprar carro bem mais barato. Assim que você entrar na Dinamarca e for emplacar, eles cobram a taxa. (E se você não emplacar e rodar com placa estrangeira, certamente será parado pela polícia!) Eu ouvi dizer que se você está se mudando para cá de um outro país, e você tem um carro novinho, mas que comprou antes de se mudar, que você não precisará pagar essa taxa de importação. Se você está prestes a se mudar para cá, pesquise se isso é verdade. Pode ser um bom investimento trazer um carro para cá.

Preços

Todo brasileiro que vem aqui se assusta com os preços, principalmente com os preços para serviços. Praticamente tudo aqui é mais caro, bem mais caro, exceto produtos eletrônicos.

Lembro que quando me mudei para cá o preço de um xampú aqui custava o correspondente a 8 reais, enquanto no Brasil não passava de 2,50.

Uma manicure aqui custa em torno de 400 coroas (120 reais), enquanto no Brasil custa de 10 a 15 reais. E elas nem fazem direitinho como as brasileiras.

Por vários anos, sempre que ia ao Brasil, eu levava a bagagem praticamente vazia e voltava com ela cheia. Comprava de tudo, especialmente roupas. Sei que outros brasileiros faziam a mesmíssima coisa. Às vezes até trazíamos encomenda para amigos, e eles faziam o mesmo. O tradicional jeitinho brasileiro.

Mas as coisas mudaram, e muito. Pelo menos em São Paulo.

Já no final de 2009 eu estava achando tudo muito caro no Brasil e agora está ainda pior. Os preços brasileiros estão quase como os daqui da Dinamarca. Em São Paulo achei que tudo tinha triplicado. Um espeto corrido na churrascaria local, que antes custava no jantar 25 por pessoa, agora custava 80 reais. Foi um susto.

Em outras palavras: Parei de comprar no Brasil. Não vale mais a pena.

Ano passado li uma reportagem interessante. Todo ano eles fazem uma comparação de preços em 200 cidades do mundo. Copenhague antigamente estava entre as 10 cidades mais caras do mundo. Mas a coisa mudou. Copenhague caiu de 10 para número 17. Sabem qual cidade está agora no número 10? São Paulo.


Respeito

A cultura dinamarquesa é matriarcal. A mulher é que manda e tudo gira em torno da família, das crianças, da não violência. Em geral vejo que os homens dinamarqueses respeitam mais as suas esposas. Nesse contexto entra fidelidade e abusos verbais e físicos, não só contra a mulher, mas contra as crianças também.

Na Dinamarca é proibido bater nos filhos e se denunciado à polícia ou se numa visita ao hospital eles desconfiarem de algo, os serviços socias realmente retiram a criança do lar, os pais perdem a guarda dos filhos e as crianças são então enviadas para famílias ligadas ao estado que receberam treinamento e estão preparadas para receber crianças que sofreram abusos.

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Igualdade de sexos

Eu li uma vez que, após a liberação sexual da mulher e o movimento feminista pedindo por igualdade entre os sexos, as coisas na Dinamarca chegaram ao extremo de que as mulheres se vistiam como os homens. Nada de roupas femininas. Elas usavam calça e blusão de moleton e muitas vezes compravam roupas idênticas tanto para o marido quanto para a mulher. Nos últimos 15 anos no entanto as mulheres voltaram a se vestir de maneira mais feminina. Agora vende até mini-saia nas lojas. :-)

A igualdade tem seus lados positivos e negativos.
Ponto positivo é que os salários aqui são iguais tanto para homens e mulheres numa mesma função (pelo menos em teoria!), há muitas mulheres em funções altíssimas na empresas, como diretoras e CEO e elas são respeitadas.
Ponto negativo é que para se aposentar a idade também é a mesma, 65 anos tanto para homens quanto para mulheres.

A maioria das mulheres aqui trabalham. As que não trabalham, que escolhem ficar em casa para cuidar dos filhos, não são bem vistas pela sociedade, porque elas não contribuem para o sistema de bem-estar público. Como a maioria das mulheres trabalham, não tem avó, vizinha ou cunhada para cuidar das crianças. Elas ficam em creches e instituições até os pais sairem do serviço. Quando a criança está doente, pode ficar em casa tanto a mãe quanto o pai. No primeiro dia em que a criança está doente as empresas liberam um dos pais para ficar em casa e tomar conta do filho. Isso sem perder o salário do dia.

Licença à maternidade e paternidade

Outra coisa interessante é a licença à maternidade. Pode-se tirar um ano inteiro, e 8 meses desse ano pode tirar tanto o pai quanto a mãe. Funciona mais ou menos assim: As primeiras semanas são só da mãe, mas à partir da 15ª semana, tanto o pai quanto a mãe podem dividir as semanas restantes de licença. No total são 52 semanas de licença (1 ano inteiro) e em casos especiais, é possível prolongar para 1 ano e 3 meses (112 semanas consecutivas).

A mãe tem direito de tirar 4 semanas (1 mês) antes do nascimento. Depois do nascimento a mãe tem direito à 14 semanas (pouco mais de 3 meses).
Durante essas 14 semanas o pai tem direito de tirar licença à paternidade. Ele pode tirar 2 semanas consecutivas, que devem ser tiradas dentro do prazo dessas 14 semanas iniciais, ou ele perde a chance de tirar licença.
Após essas 14 semanas pós-parto, começa o período que pode ser compartilhado. Ao todo o casal pode tirar mais 32 semanas (8 meses). Mas tem que escolher quem que vai tirar essa licença. Pode ser tanto o pai quanto a mãe, ou eles podem dividir isso. Se o pai quer, por exemplo, ficar em casa com o bebê por 3 meses, então só sobrarão 5 meses para a mulher.
O seu empregador não pode negar o direito de tirar licença, porém o empregador não tem obrigação de te pagar salário! O mesmo vale para a mulher. O empregador normalmente paga por 6 meses de licença para a mulher, mas o restante dos meses ela receberá o salário auxílio do governo.

Além disso, após o nascimento do bebê, o governo paga um subsídio para cada criança do casal até a criança virar 18 anos. É o cheque-criança, que a mãe recebe de três em três meses. O valor do cheque é maior quando a criança é menor e tem mais gastos, depois o valor vai diminuindo. Essa jogada do governo foi instaurada para incentivar os dinamarqueses a terem filhos, porque a taxa de natalidade tinha caído muito.

Mentalidade

Já que estamos falando de igualdade de sexos, me veio à mente a mentalidade dinamarquesa quando se trata de homens e mulheres casados.

As mulheres casadas mantêm o seu próprio círculo de amizades. Sair de noite com as amigas ou viajar somente com amigas são coisas muito comuns. O pensamento deles é o seguinte: Não é porque somos casados que somos obrigados a gostar das mesmas coisas. Vindo do Brasil, uma sociedade extremamente patriarcal e machista, tive que lutar contra certos tabus e preconceitos que trouxe comigo do Brasil. Infelizmente percebo que no Brasil a própria mulher tem uma mentalidade machista e muitas depois do casamento se dedicam somente ao esposo e filhos, renunciando assim aos seus interesses particulares.

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Frio

Uma amiga certa vez disse que o clima dinamarquês é feroz. Eu mesmo não poderia ter escolhido um termo melhor.

O inverno é longo, o frio é intenso e o vento é de matar. Mesmo para quem vem do sul do Brasil, onde faz frio, aqui a gente estranha. Mas o que mata mesmo são os dias muito escuros e sem sol.

No inverno os dias são curtíssimos. Amanhece depois das oito da manhã e já está escuro novamente às três da tarde. Pense assim: De manhã você vai para o trabalho e ainda está de noite. Quando você volta, já anoiteceu novamente.

A luz do dia também é fraquinha. O céu fica encoberto por uma camada grossa de núvens cinza e não passa luz suficiente para fazer o dia ficar claro. A sensação é de como se estivesse chovendo ou anoitecendo.

Literalmente o sol desaparece em novembro e só dá as caras novamente em março. Por causa disso depressão é comum nessa época do ano e o tratamento mais indicado pelos psicólogos é banho de luz, usando-se uma lâmpada especial que tem intensidade semelhante à luz do dia.

Mas quando o vento vem do lado da Sibéria, aí sim fica frio de verdade, mas a chance de sol também é maior. Quando tem neve e os dias são ensolarados, a paisagem fica muito bonita.

Em março tudo fica melhor, quando a primavera se aproxima e os dias começam a ficar mais claros. No final de abril - início de maio chega a primavera. As folhas começam a despontar nas árvores e aparecem muitas flores. Nessa época todos estão loucos para pegar um pouco de sol e é comum ir para o parque, arrancar toda a roupa para tomar banho de sol. Mas cuidado, o índice de raios UV é bem alto nessa época e o sol queima pra valer. Até arde na pele da gente. É diferente do sol tropical que estamos acostumados.

O verão é curto. Curtíssimo. São poucos os dias em que a temperatura vai acima de 25 graus. Chove muito nessa época também. Os dinamarqueses costumam viajar para o sul da Europa durante as férias de verão procurando por sol e calor.

Então de repente chega o outono. As folhas mudam para tons alaranjados antes de cairem. É tão bonito mas é a época que mais venta. É normal as rajadas de vento chegaram a 100 km/h. Nos últimos anos, no entanto, a Dinamarca foi atingida por tufões, onde os ventos chegaram a 180 km/h (velocidade de furacão categoria 3). Se estiver ventando muito, fique de olho na previsão do tempo e nos alertas do instituro meteorológico.

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Casas e seguros

Comentei outro dia no blog que as casas na Dinamarca vêm obrigatoriamente equipadas com geladeira, fogão e máquina de lavar. Percebi que o pessoal do Brasil achou isso um tanto estranho.

Fui pesquisar o porquê disso e descobri que é uma lei. Tudo o que está "embutido" na casa, não pode ser retirado. Pelo que entendi, todos os eletrodomésticos grandes entram nessa categoria. O básico é normalmente fogão/forno, coifa/depurador de ar, geladeira/freezer, máquina de lavar louças, lava roupas/secadora e aquecedor/radiadores. Então quando você entra na casa, ela já está prontinha para funcionar.

Claro que o valor de tudo isso está embutido no valor da casa e todos os equipamentos são descritos na documentação de compra e venda. Aliás, já no anúncio, o agente imobiliário especifica com o que a casa está equipada. Tem gente que leva isso em consideração, principalmente o tipo de aquecedor, já que é o equipamente que custa mais caro na casa.

Outra coisa que é lei aqui é: Toda casa deve ter obrigatoriamente seguro contra incêncio. Mas isso não é problema. Dinamarquês adora seguro. Eles têm seguro para tudo. Muita gente tem também seguro para o conteúdo da casa. Se ocorrer roubo, a seguradora cobre.

Quando nós nos mudamos, além de tudo isso, também fizemos o seguro tranferência de proprietário. Quando você compra casa, você assina um documento aceitando total responsabilidade pela casa. Isso quer dizer que se o antigo proprietário fez alguma instalação irregular ou pirata, você agora é responsável e pode se dar mal. Se você não tem o seguro transferência e se acontecer algo com a casa, se a seguradora descobrir que o que causou o problema foi uma irregularidade, a seguradora não cobre. E alguns consertos na DK podem ficar tão caros que você tem que vender a casa para poder pagar a dívida. Mas se você é assegurado, então não tem problema. Uma forma que as seguradoras descobriram de ganhar um dinheiro a mais.

DK além de ser o país do seguro, também é o país das leis. Tem lei para tudo. Quando se compra e vende casa, as leis e exigências são tantas, que sai mais barato e menos cansativo fazer o negócio através de uma imobiliária e advogado. Quer um exemplo? Na hora de vender, você dever chamar um especialista e solicitar dois relatórios sobre a casa. Um avaliando o estado de manutenção e outro avaliando o consumo de energia (água, gás, eletricidade, isolamento térmico). Se o relatório acusar muitos problemas, isso afetará o preço da casa. E se o relatório indicar algum problema crítico de manutenção, você não escapa. Ou você arruma antes da venda ou você abaixa o preço da casa. Se não fizer isso, corre o risco do advogado do comprador descontar o preço do reparo do valor total pago ou mandar arrumar e te enviar a conta do serviço. E você tem que pagar, porque como vendedor, a responsabilidade é sua.


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Limpeza e higiêne

Dinamarquês não tem o mesmo padrão de limpeza do brasileiro. Se bem que nesse ponto o brasileiro é um extremista. Minha avó perdia os sábados lavando calçadas e lustrando os cristais e dourados. Acho alguns desses hábitos uma completa perda de tempo e desperdício de água.

Aqui não só o padrão da limpeza da casa, hospitais e edifícios em geral que são piores, a higiêne pessoal também é diferente.

  • Os dentistas daqui recomendam escovar os dentes duas vezes ao dia. Ao levantar-se e antes de ir se deitar. Escovar demais os dentes faz com que a gengiva se retraia, o que não é bom. Mas também não é nada bom aquele bafinho de cebola após o almoço. Após o almoço eles mastigam um chiclete com xilitol, que ajuda a prevenir cáries.
    Se você gosta de escovar os dentes após o almoço, se prepare que aqui eles vão pensar que você tem problemas nos dentes e que você escova os dentes após o almoço porque o dentista mandou.

  • Falta de banho: a mentalidade é de que crianças não precisam tomar banho, porque eles acham que criança não sua e não fede. Consequência disso: As crianças não são ensinadas a tomar banho todos os dias. Muitos só tomam banho na escola após as aulas de educação física, uma vez por semana!!!

  • Quando os caras vão para uma festa ou jantar, eles não tomam banho antes de sair de casa. Tomam banho pela manhã e acham que estão limpos para o dia todo. Então se a festa é de noite, eles não tomam outro banho antes de sair de casa.

  • Não se assuste com o que vou contar agora. Vários brasileiros que moram na Europa, onde a água é dura (contém muito cálcio) são aconselhados por seus médicos a tomar banho dia sim e dia não. A água e o clima seco daqui resseca a pele em demasia e nem passando cremes hidratantes não ajuda. A nossa pele não está acostumada com isso, e a pele simplesmente não aguenta e aparecem eczemas e fissuras. Vá se preparando psicológicamente desde já, porque o banho do dia sim, dia não, vai entrar na sua rotina! Agora, nada te impede de instalar um chuveirinho perto do vaso sanitário e fazer um banho de asseio nas partes baixas, né?!

  • Esse último ponto é pesado, mas é uma realidade diária. Infelizmente. Além de ser falta de higiêne é também uma falta de consideração com os outros. O que vou relatar agora eu vi várias vezes no meu local de trabalho, tanto no hospital que trabalhei, quanto na firma multinacional que trabalho agora, vi no trabalho do meu marido e também vi numa universidade de Copenhague. Ou seja, não é um caso isolado, faz parte da cultura. O povo vai ao banheiro, faz número 2, puxa a descarga mas não usa usa a escova sanitária. Deixa tudo lá borrado para o infeliz que vier em seguida. Coisa repugnante igual eu nunca tinha visto, nem em banheiro de rodoviária. Quem tenta trazer o problema à tona para pedir mais colaboração é ignorado. Em vários banheiros vê-se cartazes solicitando o uso da escova sanitária, como os das fotos debaixo, mas isso não adianta de nada:

Cartaz 1: "Disponível também em branco: Use a escova."
Cartaz 2: "Você deixa borrado aqui, use a escova dali."
O cartaz mais criativo que já vi até hoje dizia assim: "Deixe sua criatividade em casa. Se fizer alguma arte no banheiro, limpe, não deixe para todo mundo ver."

Pronto, desabafei!


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